sexta-feira, 3 de agosto de 2012

EU SOU A PAZ





Gritam os homens pela justiça social. Clamam pela felicidade. Lutam pela paz. Mas as dores, os sofrimentos e as chagas morais visitam os homens a cada dia da existência terrena, sem que os ideais sonhados sejam alcançados. Por que, perguntam os homens? Onde falhamos que não conseguimos encontrar a paz? A resposta está nas crianças, no que fazemos para educá-las e assim, quando adultas, conseguirem construir um mundo mergulhado na paz. Um mundo sem ódios, sem preconceitos, sem injustiças, sem misérias, sem interesses mesquinhos, sem competições onde o forte esmaga o fraco. Pelo contrário, crianças educadas para a paz entre os homens, para a legitimação da fraternidade, para o trabalho da solidariedade, para o estabelecimento do bem coletivo. Crianças que irão transformar a sociedade humana. Mas tudo isso depende da educação que promovermos, depende do amor que dedicamos, depende do afeto que estimula, depende dos exemplos que edificam, depende de abrirmos mão dos interesses egoístas e individuais que flagelam a nós mesmos e a toda humanidade.
Paz pela paz. Não é um sonho, não é uma utopia. Podemos semeá-la e começar a colher seus frutos agora mesmo e, com certeza, plenamente num futuro não muito distante. Eduquemos as crianças e eduquemos a nós mesmos. Façamos o esforço de compreender o outro, de perdoar suas falhas. Sacudamos a poeira da história e enterremos as diferenças de cor, raça, idéias e religião. Transformemos os preconceitos e os ódios em auxílio e cooperação. Com um mínimo de esforço muito podemos fazer pela paz entre os homens, e com um pouco mais de boa vontade transformaremos a nós mesmos, aos outros e toda a população deste planeta.
Paz pela paz. Sem condições, de coração aberto. Abraçando quem está do nosso lado, não importa seu nome, sua nacionalidade ou sua condição de vida.
Paz pela paz. Conduzindo as palavras, os atos e os próprios pensamentos para o campo da tolerância e da ajuda mútua. Paz pela paz. Levando as crianças pelas mãos e unindo-as num grande círculo de amizade, de brincadeiras, irmanando-as pelo sentimento.
Paz pela paz. É um grito, um pedido de todas as almas humanas que querem o bem. É um sonho que começa a ser realidade na educação das crianças e se completa na solidariedade entre os adultos.
Paz pela paz. Não fique aí, sonhando. Faça a sua parte. Perdoe, renuncie, compreenda, auxilie. Construa a paz entre os homens a partir dos seus próprios exemplos pela paz.
Paz pela paz. A paz por ela mesma, bandeira fincada em cada coração, da criança ao homem velho. E um novo mundo se erguerá no horizonte, e tudo o que conhecemos e vivemos será passado.
Eu quero esse novo mundo. Eu quero a paz.
Você não quer construir tudo isso comigo?
Aceita meu convite, faça a paz tão somente pela própria paz.
*Marcus De Mario é educador e escritor. É diretor do Instituto Brasileiro de Educação Moral e colaborador do Centro Espírita Humilddae e Amor, na cidade do Rio de Janeiro.