quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O fundo da piscina



um excelente nadador tinha o costume de correr até a água e
de molhar  somente o dedão do pé antes de qualquer mergulho. Alguém 
intrigado com aquele comportamento, lhe perguntou qual a razão daquele hábito. 



O  nadador sorriu   respondeu: Há alguns anos eu era um professor de natação. 
Eu os ensinava a nadar e a saltar do  trampolim.

Certa noite, eu não conseguia dormir, e fui até a piscina 
para nadar um pouco.

Não acendi a luz, pois a lua brilhava através do
teto de vidro
do clube. Quando eu estava no trampolim, vi minha sombra na
parede da frente.
Com os braços abertos, minha imagem formava uma magnífica
cruz. 


Em vez de saltar, fiquei ali parado, contemplando minha imagem. 
Nesse momento pensei
na cruz de Jesus Cristo e em seu significado. Eu não era um 
cristão, 
mas quando criança aprendi que Jesus tinha morrido na cruz 
para nos
salvar pelo seu precioso sangue. 


Naquele momento as palavras daquele ensinamento me vieram a
mente e
me fizeram recordar do que eu havia aprendido sobre a morte
de Jesus. 


Não sei
quanto tempo fiquei ali parado com os braços estendidos. 
Finalmente desci do
trampolim e fui até a escada para mergulhar na água. 
Desci a escada e meus pés tocaram o piso duro e liso do 
fundo da piscina.


Haviam esvaziado a piscina e eu não tinha percebido.
Tremi todo, e senti um calafrio na espinha. 
Se eu tivesse saltado seria meu último salto. Naquela noite 
a imagem
da cruz na parede salvou a minha vida.  


Fiquei tão agradecido 
a Deus, que 
ajoelhei na beira da piscina, confessei os meus pecados e me 
entreguei
a Ele, consciente de que foi exatamente em uma cruz que 
Jesus morreu
para me salvar. 

Naquela noite fui salvo duas vezes e, para nunca mais me
esquecer,
sempre que vou até piscina molho o dedão do pé antes.